Greve geral e a reforma trabalhista

Sindicatos, trabalhadores e movimentos sociais de todo o Brasil decidiram por uma greve geral hoje, 15 de março, em protesto contra a reforma da previdência social e do trabalho que foram propostas pelo atual presidente da república, mas que ainda não foram aceitas em votação pelo congresso.

Segundo os sindicatos, 22 estados e o Distrito Federal aderiram à greve e previam paralisação durante 24 horas nos ramos de: ônibus, metrôs, escolas, bancos, entre outros.

Os trabalhadores buscam impedir a reforma previdenciária e trabalhista apresentadas até então.

Em nossa publicação Entenda a reforma da Previdência Social explicamos o que prevê a reforma previdenciária proposta pelo atual governo, onde a idade mínima para se aposentar tanto para homens quanto para mulheres passa a ser de 65 anos e com um tempo mínimo de contribuição de 25 anos.

O principal ponto da reforma trabalhista é a relação entre o trabalhador e o empregador, onde, dentro de uma norma, eles poderão se reunir e decidir o que é melhor para ambos, como por exemplo:
– Podendo dividir as férias em 3 ao ano, com no mínimo 15 dias de folga e depois os outros 15 dias divididos em 2. (Por exemplo: você poderá pegar 15 dias de férias em um mês, depois 8 dias em outro mês e mais 7 dias em outro, mas não poderá pegar 10 dias em um mês, e depois mais 10 dias em outros 2 meses, pois o tempo mínimo de férias só poderá ser de 15 dias);
– Poderá haver também negociação entre as partes para que o empregado trabalhe 44 horas durante a semana, o que antes era no máximo 40 horas, mas tendo um limite de trabalhar no máximo 12 horas por dia, que antes eram 8, e de 220 horas no mês, que antes eram 200 horas;
– Atualmente os trabalhadores que utilizam o transporte da empresa para chegar ao local de trabalho, tem as horas do deslocamento descontada na jornada de trabalho, mas isso poderá mudar com acordos;
– Os intervalos, como por exemplo de almoço, antes não poderiam ser inferiores a 1 hora, agora poderão ser de no mínimo 30 minutos;
– Algumas coisas não poderão ser negociadas, como o FGTS (leia mais sobre em nossa matéria Entenda como funciona o FGTS) e o 13º salário.

Segundo o governo essas mudanças beneficiariam os trabalhadores e aumentariam as vagas de emprego, mas como podemos ver com a greve geral ocorrida hoje, muitos brasileiros não estão nada satisfeitos com as mudanças previstas.

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