Como educar financeiramente meus filhos

Venho recebendo vários pedidos de ajuda com a seguinte frase: “Preciso economizar, mas meus filhos não colaboram”. Com isso pude perceber que os brasileiros não têm o costume de pensar na educação financeira dos filhos e só percebem isso quando o filho fica mais velho e aprende que a frase “na volta a gente compra” não passa de uma mentira. Por isso hoje iremos te dar dicas para você educar seus filhos financeiramente, seja eles crianças ou adolescentes.

Algumas dicas você deve aplicar a sua vida, antes de passar para seus filhos, como por exemplo:

  1. Você deve ter em mente de que não adianta ensinar seu filho algo que você não sabe ou não faz. Por isso é muito importante que você entenda como funciona essa educação financeira e leve para sua vida hábitos que quer ensinar ao seu filho, como por exemplo, não comprar por impulso;
  2. Combinado não sai caro!”. De nada adianta combinar com seu filho que vocês irão ao shopping mas não irão almoçar lá e no final das contas acabar almoçando. A criança vai entender que o que você fala agora não é o que vai acontecer lá na frente;
  3. Tenha transparência em tudo. Sempre é bom avisar antes para não dar problema lá na frente. Se você for ao restaurante, já avisei seu filho antes que não terá sobremesa, assim você evita uma frustação pois a criança pode não saber que iria funcionar assim!

Cada fase da vida a criança aprende coisas novas e está apta para novos desafios, por isso não devemos ensinar tudo de uma vez aos nossos filhos.

Dos 3 aos 5 anos:
É a fase que a criança começa a perceber as atitudes dos pais e passa a copia-los, por isso é importante nessa fase tomar cuidado para não se contradizer com o que foi falado e o que foi feito. Não de presentes por méritos da criança, opte, por exemplo, por dar uma moeda a cada conquista, e assim você ensina a criança a guardar suas “conquistas” (moedas) em um cofrinho e lá na frente poder abrir para comprar algo que deseja.

Dos 6 aos 10 anos:
A criança já é capaz de ter uma noção de grandeza, por isso essa é a hora de dar “semanada”, uma mesada só que semanal. Dê pouco dinheiro, pois nessa idade as crianças não precisam gastar com coisas caras, além disso faça seu filho comprar os desejos dele com seu próprio dinheiro, como por exemplo o brigadeiro da padaria. Caso a criança queira algo mais caro, explique para ela que ela deve poupar por algumas semanas e assim poder comprar.

Dos 11 aos 17 anos:
Agora seu filho já é capaz de entender muita coisa, como por exemplo que o dinheiro vem através de um esforço. Você pode passar a dar mesada para o seu filho desde que ele cumpra com as obrigações básicas (arrumar o quarto, fazer a lição de casa, etc.) e você pode remunerá-lo por alguns serviços como: lavar o carro, cortar a grama, etc.

Outras dicas muito importantes para você passar aos seus filhos:

  • Ensine a eles o quão bom é poupar agora para conquistar lá na frente. Se ele estiver querendo um tênis que é acima do valor da mesada, estimule ele a guardar para conseguir comprar lá na frente. Ou se irão fazer uma viagem, economizem juntos;
  • Deixe seu filho a par da situação financeira de casa. Se vocês estão com o orçamento apertado explique a ele o porquê é importante economizar nesse momento;
  • Comprar tudo que seu filho quer não é prova de amor, por isso não exceda. Se você da mesada, não compre os desejos dele por dó. Explique sempre o porquê do “não”;
  • Ensine sobre investimentos desde cedo. Quando seu filho começar a ganhar a “semanada” faça uma oferta: receber o dinheiro 2 dias depois, mas com um pequeno acréscimo;
  • Não interfira nas decisões financeiras do seu filho, deixe ele gastar como quiser, assim ele aprenderá o que compensa e o que não compensa comprar.

Ainda ficou com dúvidas sobre o assunto? Ou gostaria de acrescentar algo? Deixe nos comentários que responderemos você!

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2 comentários sobre “Como educar financeiramente meus filhos

  1. Olá, sou pai de 3 crianças (10, 5 e <1). Abordagem bem simples e direta do texto, muito bom.
    Discordo do ponto que cita que as crianças devem ser remuneradas por trabalhos domésticos.
    Dadas as devidas proporções nas idades certas, elas podem e devem ajudar nos afazeres domésticos, afinal de contas, fazem parte da família.
    Ações como arrumar os brinquedos após a brincadeira, arrumar a cama ao levantar, manter o quarto arrumado, ajudar em pequenas atividades da casa (ajudar na louça, por lixo pra fora, arrumar a mesa para alimentação). Enfim, cada ação em seu momento do tempo, mas sem recompensas financeiras. Isso pode gerar um comércio no seio familiar, que tende a gerar desconfortos futuros.
    Enfim, apenas minha opinião enquanto pai e "tentativamente" educador financeiro em tempo integral dentro de casa.
    Abraços.

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